
Por Tribuna10
Redação em 10/03/2026 às 09h18
Plano estratégico apresentado ao governo projeta bilhões em investimentos para modernizar a defesa brasileira diante de novas ameaças tecnológicas, enquanto militares apontam lacunas críticas em drones, mísseis e defesa antiaérea que podem redefinir o futuro da segurança nacional.
A transformação silenciosa das guerras modernas tem mudado profundamente a forma como os países pensam sua própria segurança.
Nos últimos anos, conflitos recentes revelaram um novo cenário em que drones baratos, inteligência artificial e ataques coordenados podem superar defesas tradicionais em questão de minutos.
Nesse ambiente estratégico cada vez mais imprevisível, governos e Forças Armadas ao redor do mundo passaram a revisar seus sistemas de defesa para lidar com ameaças tecnológicas que até poucos anos atrás pareciam distantes.
Foi nesse contexto que o Exército Brasileiro apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano estratégico que prevê investimentos de cerca de R$ 456 bilhões para modernizar a capacidade de defesa do país nas próximas décadas.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Estadão, o projeto busca preparar o Brasil para enfrentar ameaças emergentes no cenário geopolítico global, especialmente aquelas ligadas ao uso massivo de drones, inteligência artificial e sistemas de ataque de alta precisão.
O documento indica que, hoje, o país ainda não possui capacidade plena para se defender de um grande ataque com enxames de drones, tecnologia que já tem sido usada em conflitos recentes.
Redação com Revista Sociedade Militar