
Por Tribuna10
Redação 20/0/2026 às 19h17
Notícia regional- O encerramento do primeiro período legislativo de 2026 na Casa Raimundo Gomes Pereira trouxe à tona uma reflexão necessária sobre a relação entre o poder político local e a sociedade civil, em São João do Rio do Peixe, cidade localizada no sertão da Paraíba.
Embora a mesa diretora, sob a presidência do vereador Carlos Medeiros, aponte produtividade interna na aprovação de requerimentos e projetos, a percepção que se tem no município é de um semestre marcado pela baixa visibilidade e pelo esvaziamento do debate público, por parte do legislativo municipal. O principal sintoma desse distanciamento é a ausência, quase total, de público nas galerias da Câmara Municipal durante as sessões ordinárias.
Historicamente vistas como o termômetro da cidadania, as cadeiras do plenário permaneceram vazias na maior parte dos últimos seis meses. Se por um lado a modernização e as transmissões digitais facilitam o acesso remoto, por outro, a falta de calor popular presencial levanta um alerta: a população de São João do Rio do Peixe parece alheia ou desinteressada pelas decisões tomadas em seu nome, pela Câmara.
A crítica que se impõe, sob a ótica da responsabilidade jornalística, não visa desmerecer o esforço técnico e burocrático dos parlamentares, mas sim questionar a eficácia de sua comunicação e o impacto real de suas pautas no cotidiano do cidadão comum.
Para que o legislativo cumpra plenamente o seu papel constitucional, não basta apenas produzir relatórios e protocolar matérias; é importante que os vereadores atuem como pontes ativas, estimulando a participação popular e trazendo os anseios das comunidades rurais e urbanas para o centro do debate.
Com o recesso de julho em andamento, abre-se uma janela de oportunidade para a autoavaliação. A expectativa da população de São João do Rio do Peixe, para o segundo semestre de 2026, que se inicia em agosto, é de uma mudança de postura.
Aguarda-se uma Câmara mais pulsante, transparente e, acima de tudo, capaz de resgatar o interesse do eleitorado, transformando o plenário novamente em um espaço vivo de representação social.
Resta saber se o atual presidente tem coordenação e jeito, de administrador, para melhorar a imagem da Câmara de São João do Rio do Peixe, nesse segundo semestre. Os primeiros seis foram de duras críticas à gestão de Carlos Medeiros.