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Com o Mínimo de R$ 1.717 em 2027: especialistas ensinam driblar preços

Para ajudar o

Redação
Por: Redação
12/07/2026 às 07h38 Atualizada em 12/07/2026 às 07h54
Com o Mínimo de R$ 1.717 em 2027: especialistas ensinam driblar preços
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Do TRIBUNA10, PARAÍBA 
12/07/2026 07h25

Economia- O trabalhador que ganha o piso nacional já sabe qual será o tamanho do seu desafio nos próximos meses. O governo federal enviou ao Congresso a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) que fixa o salário mínimo de 2027 em R$ 1.717. O valor representa uma alta de R$ 96 em relação ao patamar anterior, mas economistas fazem o alerta: na ponta do lápis, o poder de compra continua estrangulado pela inflação de itens básicos.

Com o novo valor, a renda diária do trabalhador fica na casa dos R$ 57,23. Desse montante, é preciso custear moradia, transporte, alimentação, saúde e serviços básicos. Para ajudar o trabalhador a não cair na armadilha do endividamento, o Tribuna10 ouviu educadores financeiros e economistas que traçaram um plano de sobrevivência para 
2027.

Confira as principais dicas:
1. O 'efeito R$ 96': Esconda o aumento
A primeira recomendação dos especialistas é psicológica: não mude o seu padrão de vida por causa do reajuste de R$ 96. "O maior erro do assalariado é achar que ganhou uma folga e gastar o aumento com supérfluos no primeiro mês", explica a planejadora financeira Ana Paula Mello.

A orientação é usar essa diferença integralmente para duas finalidades:

Quitar dívidas atrasadas: Priorize o rotativo do cartão ou o cheque especial, que cobram os juros mais altos do mercado.

Criar um colchão de segurança: Guarde R$ 30 ou R$ 50 mensais. Em caso de emergência médica ou desemprego, esse valor evita que você recorra a empréstimos.

2. Alimentação: Fuja do mercado tradicional e use o 'atacarejo'

A inflação dos alimentos costuma bater mais forte na população de baixa renda. Para fazer o dinheiro render no supermercado, a tática é mudar a forma de comprar:
Substituição de marcas: Teste marcas menos conhecidas ou de fabricação própria dos supermercados. A economia pode chegar a 30%.

Compras coletivas: Reúna vizinhos ou familiares para comprar produtos não perecíveis (arroz, feijão, óleo) em atacarejos. Levar caixas fechadas reduz drasticamente o preço por unidade.

Xepa da feira: Prefira legumes e frutas da estação e compre sempre no final da feira livre, quando os produtores baixam os preços para liquidar o estoque.

3. Corte os 'vazamentos' invisíveis de dinheiro

De R$ 2 em R$ 2, o salário mínimo desaparece antes do dia 20. Especialistas apontam que tarifas bancárias e assinaturas esquecidas são os principais vilões invisíveis do orçamento:

Conta bancária zero: Todo cidadão tem direito a uma conta de serviços essenciais gratuita em qualquer banco (sem taxa mensal). Cancele pacotes de tarifas. Novo salário mínimo, click aqui https://tribuna10.com.br/noticia/10370/governo-projeta-salario-minimo-de-r-1-717-para-2027-aumento-entra-em-vigor-em-janeiro

Streaming e planos de celular: Reveja planos de telefonia e corte assinaturas de aplicativos que você não usa diariamente. Opte por planos pré-pagos controlados.

4. Use a rede de proteção pública
Viver com um salário mínimo exige aproveitar ao máximo os subsídios disponíveis. Mapeie os serviços gratuitos da sua região:

Farmácia Popular: Nunca pague do próprio bolso por remédios de uso contínuo (como pressão alta e diabetes). Pegue gratuitamente na rede credenciada do governo.

Tarifa Social: Verifique se você cumpre os requisitos para se cadastrar na Tarifa Social de Energia Elétrica e de Água, que concedem descontos de até 65% na conta de luz para famílias de baixa renda.

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