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A estratégia japonesa para castigar o favoritismo brasileiro no contra-ataque

Sem a criatividade de sua principal estrela, os jornais projetam que o Japão terá que abraçar o que o atacante Takumi Minamino chamou de “mentalidade de azarão

Redação
Por: Redação
29/06/2026 às 09h33
A estratégia japonesa para castigar o favoritismo brasileiro no contra-ataque
Sem a criatividade de sua principal estrela, os jornais projetam que o Japão terá que abraçar o que o atacante Takumi Minamino chamou de “mentalidade de azarão

Por Tribuna10
João Pessoa 29/06/2026 às 09h27

A imprensa japonesa amanheceu, esta segunda-feira (29)  em clima de total mobilização para o confronto histórico contra o Brasil, válido pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Os principais veículos de comunicação do país, como o The Japan Times e o Nikkei Asia, trazem análises profundas que convergem para uma mesma conclusão: esta é a maior oportunidade da história para os Samurais Azuis derrotarem a Seleção Brasileira no maior palco do futebol mundial. O respeito à camisa canarinho continua, mas o medo definitivamente ficou no passado.

A grande narrativa da mídia local gira em torno do fim do complexo de inferioridade. Historicamente moldado por ídolos brasileiros — com o eterno Zico como maior referência —, o futebol japonês hoje se vê de igual para igual. Quem deu voz a esse sentimento foi o veterano lateral-esquerdo Yuto Nagatomo. Em forte declaração repercutida pela agência Kyodo News, o defensor provocou: "Se olharmos para os últimos 10 ou 20 anos, o Japão evoluiu muito mais do que o Brasil. Essa distância que existia antes foi praticamente anulada".

O fantasma das lesões e a estratégia do contra-ataque
Apesar do otimismo, as manchetes dos diários esportivos de Tóquio também estampam uma enorme dor de cabeça para o técnico Hajime Moriyasu. O atacante Takefusa Kubo, apelidado localmente de "o Messi japonês", foi oficialmente cortado da partida devido a uma lesão no menisco.

Sem a criatividade de sua principal estrela, os jornais projetam que o Japão terá que abraçar o que o atacante Takumi Minamino chamou de "mentalidade de azarão". A ordem destacada pela imprensa é manter uma disciplina defensiva impecável e punir as brechas do time de Carlo Ancelotti através de contra-ataques velozes, jogando toda a responsabilidade da criação para a dupla Ayase Ueda e Daichi Kamada. O combustível para acreditar no milagre vem recente: a histórica vitória por 3 a 2 no amistoso contra os brasileiros em outubro passado.

Oizumi: O epicentro dos corações divididos
Além do aspecto tático, os jornais também exploram o lado humano do confronto. O The Yomiuri Shimbun publicou uma reportagem especial direto de Oizumi, cidade que abriga a maior comunidade de brasileiros no Japão. Batizada pela mídia de "a pequena Copa", a cidade vive um dia de ansiedade pura e corações divididos. Famílias mistas prometem lotar os bares locais vestindo o azul japonês e o verde-amarelo brasileiro, em um retrato perfeito de um confronto onde a admiração cultural deu lugar a uma das rivalidades mais aguardadas deste mundial.

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