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Super El Niño pode trazer mais calor e menos chuvas para a Paraíba

No estado, os impactos mais preocupantes devem ser sentidos no Sertão, Cariri e Curimataú

Redação
Por: Redação
18/06/2026 às 18h48 Atualizada em 18/06/2026 às 18h51
Super El Niño pode trazer mais calor e menos chuvas para a Paraíba
Super El Niño pode trazer mais calor e menos chuvas para a PB|Foto: Acervo/Jornal Correio da Paraíba

Por Tribuna10

Redação em 18/06/2026 às 18h47

Já em vigor desde a semana passada, a formação de um Super El Niño acendeu o alerta entre meteorologistas e especialistas em clima em diversas partes do mundo.

No Brasil, os efeitos podem ser sentidos de forma diferente entre as regiões, mas, para a Paraíba, o fenômeno costuma estar associado ao aumento das temperaturas e à redução das chuvas, especialmente no interior do estado.

O fenômeno ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal por um período prolongado. Esse aquecimento altera a circulação dos ventos e interfere nos padrões climáticos em várias partes do planeta.

Quando o aquecimento é muito intenso, os especialistas classificam o evento como um Super El Niño, capaz de provocar impactos ainda mais significativos sobre o clima global.

Nordeste

O Nordeste brasileiro está entre as regiões que mais sofrem com os efeitos do fenômeno. Historicamente, há redução na ocorrência de chuvas no Semiárido, que prolongam períodos de estiagem e elevam as temperaturas. Isso acontece porque as alterações na atmosfera dificultam as chuvas na região.

Paraíba

Na Paraíba, os impactos mais preocupantes devem ser sentidos no Sertão, Cariri e Curimataú. Com menos chuvas, há risco de redução nos níveis dos açudes, dificuldades para a agricultura familiar e prejuízos para atividades ligadas à pecuária.

A escassez hídrica também pode exigir maior atenção com relação ao abastecimento de água, principalmente em municípios que dependem dos açudes e barragens para garantir o consumo da população.

Já no litoral paraibano, os efeitos tendem a ser menos severos. No entanto, o calor pode ficar mais intenso e as chuvas podem ocorrer de forma mais irregular, com períodos mais quentes do que a média histórica.

Outro ponto de preocupação é o aumento do risco de queimadas. Com a vegetação mais seca e temperaturas elevadas, cresce a possibilidade de incêndios em áreas rurais, agravando problemas ambientais e trazendo prejuízos para produtores.

As Nações Unidas apontam 80% de chance de o fenômeno ocorrer entre junho e agosto, com persistência até novembro.

Redação com Portal Correio

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