Política GARANTIA
Cagepa continua pública e sob controle do Estado, garante Lucas Ribeiro
O chefe do Executivo paraibano foi enfático ao negar que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) tenha sido privatizada.
18/05/2026 14h01 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
O chefe do Executivo paraibano foi enfático ao negar que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) tenha sido privatizada.

Por Alex Gonçalves 
Redação 18/05/2026 

No programa semanal "Conversa com o Governador" desta segunda-feira (18), o governador Lucas Ribeiro explicou os detalhes da Parceria Público-Privada (PPP) firmada pelo governo estadual na B3, em São Paulo. 
O chefe do Executivo paraibano foi enfático ao negar que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) tenha sido privatizada. "A Cagepa continua pública, patrimônio dos paraibanos, mas agora ganha mais capacidade de investimento e modernização", garantiu o governador durante a transmissão.

O projeto, estruturado em conjunto com o BNDES, prevê o aporte de R$ 3 bilhões ao longo dos próximos 25 anos. Os recursos serão destinados exclusivamente para expandir e modernizar os serviços de esgotamento sanitário nas microrregiões do Litoral e do Alto Piranhas, beneficiando diretamente cerca de 1,7 milhão de paraibanos. A meta estabelecida pelo plano é atingir 90% de cobertura de esgoto nessas localidades até o ano de 2039.

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O que muda e o que fica com o Estado?
De acordo com o modelo de concessão divulgado pela Cagepa:
Esgotamento Sanitário: Passa a ser operado pela empresa espanhola Acciona nas 85 cidades contratadas, sob metas rígidas de desempenho.

Abastecimento de Água: Continua 100% sob a responsabilidade e execução direta da Cagepa.

Fiscalização e Regulação: A estatal mantém o controle operacional absoluto do sistema hídrico e atuará na liderança técnica da regulação do contrato. O leilão gerou fortes discussões no cenário político no último fim de semana. Setores da oposição e internautas questionaram o fato de a Acciona ter sido a única participante no certame, cobrando maior abertura nos debates públicos.

Em resposta, a gestão estadual salientou que o projeto levou mais de três anos para ser modelado juridicamente e que as metas de desempenho garantirão que a população receba um serviço eficiente sem perder a soberania do estado sobre a água.