Por Tribuna10
Redação em 13/05/2026 às 15h00
Empatados tecnicamente na intenção de votos para eventual segundo turno, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) conquistaram mais eleitores, conforme a mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13/5).
A diferença para o levantamento anterior é que Lula voltou a ficar à frente numericamente, com 42% das intenções de voto. Flávio tem 41%. Na pesquisa de abril, o senador aparecia à frente. Em março, eles estavam empatados, com 41% cada.
“A população parece impactada por um ambiente de notícias mais positivas para o governo: o percentual vendo notícias mais positivas saltou de 23% para 32% e os que viram notícias negativas foram de 48% para 43% em um mês”, observa Felipe Nunes, diretor da Quaest.
O diretor da Quaest diz que a primeira notícia positiva para o governo foi o encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada. “Essa informação ficou conhecida por 70% dos brasileiros”, cita Nunes.
A pesquisa mostra que 43% consideram que Lula saiu mais forte desse encontro, e só 26% consideram que ele saiu mais fraco. Na amostra, 13% acham que ele saiu com a mesma força e 18% não souberam opinar.
A segunda notícia positiva para o governo, mostra a Quaest, foi o anúncio do programa Desenrola 2.0, para negociação de pagamento de dívidas com descontos. Na população como um todo, o programa ficou conhecido por 57% desde o seu anúncio.
“Na população, 50% acharam a ideia boa, porque ajuda quem está endividado e 22% acharam uma ideia que ajuda um pouco, mesmo que não resolva o problema. Só 23% defendem que a ideia é ruim”, explica Nunes.
A terceira notícia boa para o governo é que a isenção do Imposto de Renda, que teve um efeito muito pequeno até aqui, deu sinais positivos no último mês, segundo a Quaest. Saiu de 17% para 21% os brasileiros que dizem terem visto suas rendas aumentarem significativamente por conta da isenção.
Também pesam a favor de Lula os votos do chamado eleitor independente, que diz não ser de direita, nem de esquerda. “Neste último mês, o eleitor independente oscilou marginalmente em favor do Lula. As margens de erro aqui são maiores (4 pp), mas havia uma tendência negativa desde janeiro de 2026 que foi interrompida. Nos outros grupos, está tudo igual”, diz Nunes.
Os independentes são 32% do total de eleitores, segundo a Quaest, por isso eles podem decidir a eleição. Desses, 35% disseram que não pretendem votar num segundo turno entre Lula e Flávio; 31% escolheriam o senador e 29% votariam no presidente.
Contra Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão), Lula também venceria em um eventual segundo turno se a eleição fosse hoje, conforme cenários apresentados pela Quaest.
“Lula venceria Zema em um eventual segundo turno por 44% a 37%, mas este é o melhor resultado do ex-governador de Minas Gerais na série histórica das pesquisas da Quaest. Ele vem oscilando positivamente desde janeiro”, pondera Felipe Nunes.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 8 e 11 de maio. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp.
Lula x Flávio
Lula x Zema
Lula x Caiado
Lula x Renan
Redação com O Tempo