
Por Alex Gonçalves
Redação em 24/04/2026 às 13h00
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por volta das 11h desta sexta-feira (24) depois ter passado por dois procedimentos médicos. Segundo a equipe médica que o atendeu, os procedimentos aos quais ele foi submetido não tiveram intercorrências, nem devem afetar o ritmo de campanha eleitoral. Lula saiu por um acesso lateral e não falou com a imprensa.
O procedimento ocorreu sem intercorrência nenhuma — afirmou o médico cardiologista Roberto Kalil Filho, durante entrevista. Lula seguiu para a sua casa no bairro de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, onde deve passar o final de semana.
A recomendação médica é que permaneça em repouso nessas primeiras horas. A recuperação deve ser rápida. O presidente retirou uma lesão de pele na cabeça e realizou uma biópsia, com resultado previsto para os próximos dias. De acordo com a equipe médica, essa é apenas uma medida de precaução.
A lesão é um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de tumor de pele. Esse tipo de lesão costuma ser localizado e, em geral, não apresenta risco de espalhamento para outras partes do corpo. Apesar do procedimento, a expectativa é de recuperação rápida. A previsão é que o presidente retome suas atividades em cerca de dois dias.
— Ele vai voltar à atividade normal daqui uns dois dias. Tem uma agenda na segunda (27) no interior de São Paulo que ele já queria ir. Por coerência, espera-se um pouquinho, porque tem uma ferida na pele. Mas, de novo, o importante é se vai atrapalhar o dia a dia da campanha. Não vai. O máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu — disse Kalil.
Acompanhado pela primeira-dama Janja, Lula deu entrada às 7h10 desta sexta-feira (24) no hospital para realizar dois procedimentos médicos.
Um deles era uma cauterização para extrair uma queratose no couro cabeludo, nome técnico dado ao acúmulo de pele na camada mais superficial, com aparência áspera ou descamativa. Dependendo do tipo, a lesão pode exigir acompanhamento médico e costuma ser removida em consultório. Em fevereiro, o presidente já havia passado pelo mesmo processo.