
Por Alex Gonçalves
Redação 06/04/2026 às 16h35
O movimento político para a próxima legislatura na Paraíba começa a ganhar desfechos definitivos. O atual presidente da Assembleia Legislativa (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), afirmou publicamente, nesta segunda-feira (6) que o comando da Casa de Epitácio Pessoa deve permanecer sob o controle do seu partido para os próximos dois biênios (2027-2028 e 2029-2030).
O nome indicado para encabeçar o primeiro período é o do deputado estadual Wilson Filho (Republicanos) cotado para vencer a reeleição.
De acordo com Galdino, a decisão faz parte de um entendimento político firmado durante reuniões na Granja Santana com a cúpula governista. O acordo visa garantir o equilíbrio de forças dentro da base de apoio ao governador João Azevêdo e ao projeto liderado pelo vice-governador Lucas Ribeiro (PP) para 2026.
A estratégia desenhada prevê que Wilson Filho assuma a presidência no primeiro biênio da nova legislatura. "O entendimento é que o Republicanos continue no comando. Wilson Filho é um nome preparado e que tem o nosso total apoio para esse desafio", destacou Adriano Galdino em declarações recentes.
Para o segundo biênio, as discussões ainda permitem flexibilidade, com a possibilidade do próprio Galdino retornar ao cargo, caso renove seu mandato e não ocupe espaços na chapa majoritária como candidato a vice-governador ou senador.
Condicionantes Eleitorais
Apesar da confiança, Adriano Galdino e o próprio Wilson Filho ressaltam que a concretização desse plano depende diretamente dos resultados das urnas em 2026. A manutenção do Republicanos no poder legislativo está atrelada à vitória da chapa encabeçada por Lucas Ribeiro e à reeleição dos atuais deputados da legenda.
Wilson Filho, que já admitiu publicamente o sonho de presidir a ALPB, afirmou estar se preparando para a função e destacou que o crescimento do partido justifica a permanência nos espaços de destaque da gestão estadual.
Reações na Base: O anúncio reforça a união do Republicanos na Paraíba, consolidando-se como uma das maiores forças políticas do estado. No entanto, o acordo já gera debates internos em outros partidos da base, como o Progressistas e o PSB, que também monitoram os espaços na futura Mesa Diretora.