
Por Tribuna10
Redação em 23/03/2026 às 14h22
O Partido Liberal (PL) já definiu a cifra para tentar manter o sobrenome Bolsonaro no topo da urna eletrônica em 2026. Sob as bênçãos de Valdemar Costa Neto, a legenda planeja destinar cerca de R$ 300 milhões para a pré-campanha e a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
O valor é uma fatia generosa do "superfundo" eleitoral de R$ 887 milhões que o partido terá direito, o maior entre todas as siglas. A estratégia é clara: usar a capilaridade do PL para nacionalizar o nome do "filho 01", que até então concentrava seu capital político no Rio de Janeiro.
Interlocutores do partido afirmam que o montante será investido pesadamente em eventos de grande porte e nas chamadas "caravanas pelo Brasil". O objetivo é mitigar o desgaste de investigações passadas e apresentar Flávio como uma versão "mais moderada e de diálogo" do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue inelegível.
O início da pré-jornada, no entanto, não foi isento de turbulências. Recentemente, Flávio precisou reembolsar o Senado Federal após utilizar a cota parlamentar para custear viagens com nítido caráter eleitoral. O episódio acendeu o alerta jurídico no PL, que agora estuda como blindar o senador de acusações de abuso de poder econômico antes do período oficial de propaganda.
Apesar do aporte milionário, o caminho não é livre de obstáculos. Governadores da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União), observam o movimento com cautela. "O dinheiro compra estrutura, mas não garante a transferência automática de votos do pai", avalia um cientista político ouvido pela reportagem.