Por Alex Gonçalves
Comentário 11/03/2026
A equação da política paraibana entra em sua fase mais aguda com a contagem regressiva para a desincompatibilização de João Azevêdo no próximo dia 2 de abril. A ascensão definitiva de Lucas Ribeiro (PP) ao Palácio da Redenção não é apenas uma formalidade administrativa, mas o gatilho de uma reconfiguração de forças que isola Cícero Lucena (MDB) em uma posição de vulnerabilidade estratégica.
Enquanto Cícero deixa o comando da capital para tentar viabilizar sua candidatura ao Governo "no asfalto", sem a caneta da Prefeitura de João Pessoa, Lucas assume a titularidade do Estado blindado por uma gestão de continuidade e, fundamentalmente, pelo controle do orçamento e das entregas.
O vice-governador já vem pavimentando esse caminho com agendas intensas, como a inspeção de obras estruturantes, a exemplo da Ponte do Futuro e investimentos de R$ 49 milhões em infraestrutura em Campina Grande e anúncio de grandes benfeitorias para o sertão.
A tendência de subida de Lucas nas pesquisas, já observada em levantamentos recentes que mostram a redução da vantagem de Cícero, reflete o fenômeno do "cargo na mão". Com a máquina estadual girando a seu favor e a capacidade de lançar novas demandas e ordens de serviço, Lucas Ribeiro deixa de ser a "sombra" de João Azevêdo para se tornar o protagonista que dita o ritmo da sucessão estadual.