Por Tribuna10
23/02/2026 06h57 Atualizado há 1 minuto
Fevereiro tem sido marcado por uma onda de insatisfação contra a Energisa Paraíba. A concessionária consolidou-se como o principal alvo de reclamações no estado devido a constantes interrupções no fornecimento, especialmente na região do Sertão (após chuvas).
Em Cajazeiras, por exemplo, a situação atingiu um ponto crítico. Uma rádio local tornou-se o principal canal de desabafo da população, registrando mais de 100 reclamações em apenas um dia [Dado do Usuário]. Os relatos incluem desde a queima de eletrodomésticos até a perda de produtos perecíveis em estabelecimentos comerciais.
O descontentamento é potencializado pelo custo da energia. Em agosto de 2025, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou um reajuste médio de 13,59% nas tarifas da Energisa Paraíba. Para os consumidores residenciais (Grupo B1), o impacto direto foi de 13,50%, fazendo com que a conta de luz pesasse ainda mais no orçamento em 2026.
Diante do serviço instável e do preço elevado, o debate sobre a privatização do setor elétrico ganhou força nas redes sociais e em órgãos de defesa do consumidor. Muitos usuários questionam se a eficiência prometida pelo modelo privado está sendo entregue, citando a precariedade da rede em áreas rurais e cidades do interior.
Regras para o corte de energia
Apesar das falhas no fornecimento, a política de cobrança e corte segue rigorosa. De acordo com a Resolução nº 1.000/2021 da ANEEL, a Energisa pode suspender o serviço em caso de inadimplência, mas deve seguir regras estritas:
Notificação Prévia: O consumidor deve receber um aviso de débito com pelo menos 15 dias de antecedência antes da interrupção.
Dias Proibidos: É vedado o corte por falta de pagamento às sextas-feiras, fins de semana, feriados ou vésperas de feriado.
Débitos Antigos: A empresa não pode cortar a energia por dívidas com mais de 90 dias, caso não tenha efetuado a suspensão no prazo inicial; nesses casos, a cobrança deve ser feita judicialmente ou por outros meios administrativos.
Em nota recente sobre instabilidades no Sertão, a Energisa informou que equipes técnicas trabalham na identificação de causas, que podem incluir desde descargas atmosféricas até colisões em postes, e que tem investido em automação para reduzir o tempo de resposta.