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Prefeitura de Monte Horebe quer gastar mais de R$ 722 mil para fazer casa do mel enquanto moradores ficam sem moradias populares
A abertura das propostas está prevista para o dia 09 de fevereiro de 2026, às 09h
29/01/2026 08h34 Atualizada há 4 meses
Por: Redação
O gasto consta na Concorrência Eletrônica nº 00001/2026, publicada no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

Por Alex Gonçalves 
Tribuna10 

Uma nova licitação da Prefeitura de Monte Horebe está gerando revolta e fortes questionamentos entre os moradores do município. A gestão da prefeita Milena Nogueira pretende investir a quantia de R$ 722.791,28 na construção de uma sede para beneficiamento de mel de abelha, uma atividade que nem sequer possui grande tradição na região.

Enquanto o governo municipal prepara o terreno para a obra, o sentimento nas ruas é de indignação. 
O principal motivo é a falta de investimentos em moradias populares. Para muitas famílias que vivem em condições precárias ou pagam aluguel com dificuldade, ver quase três quartos de milhão de reais serem destinados a uma "casa para o mel" soa como um descaso com a realidade do povo.
Os detalhes da licitação

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O gasto consta na Concorrência Eletrônica nº 00001/2026, publicada no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). De acordo com o edital, a abertura das propostas está prevista para o dia 09 de fevereiro de 2026, às 09h. O recurso é fruto de um convênio com o Governo Federal, mas a população questiona por que a prefeitura não prioriza projetos habitacionais ou de saúde básica, que são necessidades muito mais urgentes.

"É um absurdo gastar 722 mil reais em uma simples casa para o mel quando tem tanta gente aqui precisando de um teto digno para morar", desabafa um morador local. Além da habitação, a comunidade aponta que o valor daria para comprar diversas ambulâncias ou reformar escolas que precisam de atenção.

A polêmica em torno da "farra das licitações" em Monte Horebe ganha força nas redes sociais. Para os críticos, construir uma sede luxuosa para beneficiar mel em uma cidade que sofre com carências básicas é um exemplo claro de inversão de prioridades e desperdício de dinheiro público.
O espaço segue aberto para que a Prefeitura de Monte Horebe se manifeste sobre os critérios de escolha desse investimento.