
Por Tribuna10
Redação em 19/01/2026 às 11h00
O clima político na Paraíba segue aquecido com a troca de farpas entre o senador Efraim Filho (União Brasil) e o ex-governador Ricardo Coutinho (PT). Após críticas recentes de Coutinho — que acusou o senador de "oportunismo" e "desonestidade política" por sua postura em relação ao governo federal — Efraim reagiu de forma incisiva, classificando os ataques como um "choro de perdedor".
O senador, que foi eleito em 2022 em uma disputa onde Ricardo Coutinho também figurava como um dos principais nomes (embora com candidatura indeferida na época), reforçou que sua legitimidade vem do voto popular. Efraim destacou que sua vitória teve um peso ainda maior por ter sido conquistada "sem a caneta na mão", referindo-se ao fato de não estar ocupando cargos no Executivo ou utilizando a máquina pública para impulsionar sua campanha na ocasião.
Para Efraim Filho, as declarações do ex-governador refletem uma dificuldade em aceitar a alternância de poder e a ascensão de novas lideranças no estado. O senador tem se posicionado como um nome de renovação para as eleições de 2026, criticando o ciclo político de quase duas décadas liderado pelo grupo do PSB e PT na Paraíba.
"Vencemos sem precisar da estrutura da máquina, ganhamos no contato direto com o povo", teria pontuado o senador em bastidores, reafirmando que o foco de seu mandato tem sido a entrega de resultados técnicos e o diálogo no Congresso Nacional, onde foi recentemente apontado como um dos parlamentares de maior destaque em 2025.
Enquanto Efraim Filho consolida sua pré-candidatura ao Governo do Estado para 2026, Ricardo Coutinho já confirmou sua intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, buscando reafirmar sua força dentro do PT paraibano. O embate direto entre os dois promete ser um dos eixos centrais da narrativa política nos próximos meses, dividindo opiniões entre o legado das gestões petistas/socialistas e a proposta de "mudança" defendida pelo grupo de Efraim.