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Processo seletivo da prefeitura de Monte Horebe provoca indignação; inscrições duram apenas 8h e exigia presença física

A rapidez com que o processo “nasceu e morreu” impediu que grande parte da população sequer tomasse conhecimento das vagas

Redação
Por: Redação
17/01/2026 às 17h36 Atualizada em 18/01/2026 às 17h33
Processo seletivo da prefeitura de Monte Horebe provoca indignação; inscrições duram apenas 8h e exigia presença física
Imagem da prefeitura de Monte Horebe

Por Tribuna10

Redação 18/01/2026 às 17h31 atualizada 

A Prefeitura de Monte Horebe estabeleceu um recorde de celeridade que, para muitos, soa como exclusão. O Edital nº 001/2026 para a Secretaria de Educação teve uma vida útil mínima: as inscrições foram abertas e encerradas em um intervalo de apenas 48 horas, operando efetivamente por apenas 8 horas totais (das 08h às 12h nos dias 15 e 16 de janeiro).

A rapidez com que o processo "nasceu e morreu" impediu que grande parte da população sequer tomasse conhecimento das vagas. 

A estratégia da gestão municipal de concentrar as inscrições em apenas dois turnos matutinos criou uma barreira física e temporal. Para concorrer a uma das 58 vagas — que incluem cargos como Professor, Psicólogo, Agente Administrativo e Auxiliar de Serviços Gerais — o candidato precisava ter a sorte de ler o Diário Oficial e a agilidade de reunir toda a documentação comprobatória em tempo recorde.

Com salários que variam de R$ 1.412 a 3.000 a disputa deveria, por lei, ser ampla, mas o prazo relâmpago transformou o certame em uma corrida de obstáculos. 

Enquanto o Ache Concursos e outros portais informativos tentavam propagar os detalhes, as portas da Secretaria de Educação já se fechavam para novos inscritos.

Muita gente  aponta que essa "rapidez seletiva" é uma afronta ao princípio da publicidade previsto na Constituição Federal. Na visão de juristas, um processo seletivo que não concede tempo hábil para a preparação do candidato fere a isonomia e levanta suspeitas de favorecimento para quem já estava "de sobreaviso". 

O encerramento abrupto das inscrições já mobiliza discussões sobre pedidos de impugnação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). A população questiona se o interesse público foi realmente priorizado ou se a prefeitura utilizou a burocracia para limitar a concorrência.

Em uma cidade onde o emprego público é vital para a economia local, fechar as inscrições antes mesmo de a notícia circular totalmente é visto como um desrespeito ao direito do cidadão de buscar uma oportunidade digna. 

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