Por Alex Gonçalves
Redação 12/01/2026
O senador Efraim Filho (União Brasil) subiu o tom nesta segunda-feira (12) ao responder às declarações do deputado federal Damião Feliciano, seu colega de partido. O embate gira em torno do controle da futura federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP) na Paraíba.
O estopim da crise
Mais cedo, Damião Feliciano afirmou publicamente que o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) seria o nome natural para presidir a federação no estado. Damião, que integra a base do governador João Azevêdo (PSB) e apoia a pré-candidatura de Lucas Ribeiro (PP) ao governo, sinalizou que o grupo governista deve dar as cartas no novo bloco.
A resposta de Efraim
Efraim Filho, que preside o União Brasil na Paraíba e também se coloca como pré-candidato ao Palácio da Redenção, rechaçou a projeção. Segundo o senador, a liderança de um agrupamento político "se constrói, não se proclama". Ele defendeu que o comando deve refletir a força das bancadas e a coerência política, sugerindo que a primazia do bloco deve pertencer a quem faz oposição ao governo federal e estadual.
Racha interno consolidado
A troca de farpas expõe a divisão profunda dentro do União Brasil paraibano. Enquanto Efraim tenta manter a legenda no campo da oposição, Damião Feliciano segue alinhado ao governo estadual, fortalecido pela recente indicação de seu filho, Gustavo Feliciano, para o Ministério do Turismo no governo Lula. Mesmo com as divergências, Damião confirmou que permanecerá no partido, mas não caminhará com o projeto eleitoral de Efraim em 2026.