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Reajuste de 0,37% no salário dos professores fica drasticamente abaixo da inflação e só chega a R$ 4.885,78 em 2026
O percentual de 0,37% é considerado insuficiente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
09/01/2026 21h41
Por: Redação

Por Alex Gonçalves

Redação 09/01/2025

O Ministério da Educação (MEC) oficializou, através de portaria interministerial, os valores que servem de base para o cálculo do piso salarial dos professores da educação básica para o ano de 2026. Os números revelam um aumento marginal, baseado estritamente na variação do Valor Aluno Ano (VAAF) do Fundeb.

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De acordo com os dados publicados no Diário Oficial da União, a atualização oficial para 2026 ficou em 0,37%. Na prática, os valores para jornada de 40 horas semanais são os seguintes:

Salário atual (2025): R$ 4.867,77

Aumento bruto: R$ 18,01

Novo valor oficial (2026): R$ 4.885,78

O percentual de 0,37% é considerado insuficiente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), uma vez que a inflação acumulada no período é superior a esse índice. Sindicatos argumentam que o reajuste técnico representa uma perda de poder de compra.

Em resposta, o governo federal estuda uma Medida Provisória ou nova portaria que utilize uma fórmula alternativa de cálculo. Caso o governo opte por um reajuste baseado na valorização real (estimada em cerca de 5,56% por algumas frentes parlamentares), o piso poderia chegar a R$ 5.138,42.

Apesar do baixo reajuste técnico, o fundo da educação (Fundeb) terá um aporte recorde em 2026, ultrapassando os R$ 370 bilhões. Esse recurso é a principal fonte para que estados e municípios consigam honrar os pagamentos, especialmente em regiões que dependem da complementação da União.