
Por Alex Gonçalves
Opinião 10/12/2025
Efraim Filho (União Brasil-PB) como "Melhor Senador do Brasil" pelo Ranking dos Políticos e a inclusão entre os 10 mais influentes pelo Prêmio Valoriza Parlamento, da Esfera Brasil, gerou um debate acalorado na Paraíba, destacando uma nítida dicotomia entre a avaliação nacional técnica e a percepção local do seu mandato.
Enquanto as premiações a nível federal se baseiam em critérios objetivos — como assiduidade, qualidade legislativa (incluindo a autoria de propostas como a prorrogação da desoneração da folha de pagamento) e alinhamento com pautas econômicas e produtivas —, a percepção nas bases paraibanas parece ser diferente.
O contraponto levantado por setores da sociedade e pela oposição indica que, nas "ruas paraibanas", há um "desgaste" e a sensação de que o mandato não se traduz em benefícios concretos ou visíveis para a população. Críticas sobre a quantidade de emendas parlamentares destinadas ao estado e uma suposta baixa popularidade alimentam a narrativa de que os prêmios refletem mais uma atuação de "bastidores" em Brasília do que a capacidade de mobilizar recursos e apoio popular na ponta.
Efraim Filho, por sua vez, defende que a premiação, baseada em dados técnicos e em um mandato "ficha limpa" e produtivo, é o resultado de um trabalho sério e eficiente. Ele argumenta que grandes emendas históricas, como a que viabilizou o Hospital Metropolitano, foram de sua autoria e que a atuação em pautas como a infraestrutura hídrica e a duplicação de BRs na Paraíba são prioridades de sua bancada.
O cenário revela a dupla realidade de um parlamentar: altamente conceituado nos círculos técnicos e políticos da capital federal, mas que enfrenta questionamentos regionais sobre a visibilidade e o impacto direto de sua atuação na vida do cidadão paraibano.