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Câncer de intestino dá primeiros sinais no banheiro; veja hábitos de risco

. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele é responsável por mais de 23 mil mortes por ano no Brasil

Redação
Por: Redação
21/07/2026 às 06h40 Atualizada em 21/07/2026 às 06h43
Câncer de intestino dá primeiros sinais no banheiro; veja hábitos de risco
As informações são do G1

Por Tribuna10
Redação 21/0/2025 às 06h41

Os casos de câncer de intestino vem crescendo no país, hoje esse é o tipo de câncer mais frequente entre homens e mulheres. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele é responsável por mais de 23 mil mortes por ano no Brasil. 

A doença tem relação direta com o estilo de vida e costuma dar sinais antes de avançar, mas pesquisas mostram que boa parte da população ignora esses sintomas, o que dificulta o tratamento. 

Abaixo, o g1 preparou um resumo sobre como identificar os primeiros sinais, quais são os hábitos do dia a dia que ajudam a reduzir o risco e como é feito o diagnóstico. 
Os sinais que o corpo dá antes do diagnóstico
O câncer colorretal costuma se manifestar de forma silenciosa nos estágios iniciais. Por isso, reconhecer os sintomas é decisivo. 

Os principais pontos de atenção são: 
•sangue nas fezes 
•sangramento retal
•diarreia frequente 
•onstipação 
•fezes afinadas por vários dias
•perda de peso sem motivo aparente
•cólicas ou dor abdominal persistente
•anemia sem causa identificada

Foi um conjunto parecido de sintomas que levou a cantora Preta Gil a procurar ajuda médica em 2023. Ela relatou ter enfrentado uma prisão de ventre fora do comum — chegou a passar dez dias sem evacuar —, além de notar fezes achatadas, com sangue e muco. 

O diagnóstico só veio depois de um episódio de sangramento intenso, que a levou ao hospital às pressas. Os exames de imagem já mostraram, na primeira tomografia, um tumor de seis centímetros.

O que especialistas explicam é que nesse tipo de câncer, o diagnóstico tem sido um desafio. Isso porque, mesmo que a pessoa perceba esse conjunto de sintomas, acaba não procurando ajuda médica. 

Uma pesquisa do A.C. Camargo mostra que boa parte da população reconhece os principais sinais de alerta do câncer de intestino, mas ainda falha na busca por diagnóstico. 
Segundo o levantamento, 9% dos entrevistados afirmaram já ter percebido sangue nas fezes em algum mom
Quem deve buscar o rastreamento ou em que fase ele é mais comum?

Quase 2 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer de intestino a cada ano no mundo. Também conhecido como câncer colorretal, é o terceiro tipo mais comum. 

No Brasil, o quadro segue a mesma tendência: segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer colorretal responde por 10% dos novos casos de câncer registrados no país entre homens e mulheres, e a incidência vem crescendo. 

 E aqui está um ponto de atenção: embora a maioria dos diagnósticos ainda ocorra em pessoas com mais de 50 anos, os últimos anos trouxeram um aumento alarmante no número de jovens atingidos pela doença. 

Os pesquisadores ainda não têm certeza absoluta do que está por trás desse avanço entre os jovens, mas apontam como possível explicação o estilo de vida cada vez mais insalubre adotado por essa faixa etária. 

O que ajuda a reduzir o risco?
De acordo com especialista, esse é um tipo de câncer que está ligado ao estilo de vida. Seis hábitos aparecem como os mais eficazes para diminuir as chances de desenvolver a doença: 
•Alimentação equilibrada: um prato dividido em quatro partes — arroz e feijão ou macarrão, carne magra do tamanho da palma da mão, verduras e legumes.

•Controle do peso: a obesidade é um dos principais fatores de risco associados ao câncer colorretal.
•Atividade física regular: entre 40 minutos e uma hora de caminhada por dia já fazem diferença.
•Não fumar e evitar excesso de álcool: substâncias presentes nesses produtos favorecem mutações celulares.

•Hidratação adequada: no Brasil, onde o clima é mais quente, a recomendação chega a 3 litros de líquidos por dia, variando conforme peso e nível de atividade física.
•Evacuação regular: o ideal é não passar de 48 horas sem evacuar, já que as fezes carregam substâncias cancerígenas que não devem ficar em contato prolongado com a mucosa intestinal.

•A esses hábitos, especialistas somam uma última orientação, talvez a mais simples de seguir: procurar atendimento médico assim que os primeiros sintomas aparecerem — mesmo que pareçam isolados ou pouco graves. 

•Como funciona o exame oferecido pelo SUS
•No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou recentemente um novo protocolo nacional de rastreamento do câncer colorretal para o Sistema Único de Saúde (SUS). 
•Pelo novo modelo, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres sem sintomas, entre 50 e 75 anos. 

O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto — invisíveis a olho nu — que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores no intestino. A diferença em relação aos exames antigos de sangue oculto está na tecnologia: o FIT usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que torna o resultado mais preciso. 

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