Por Tribuna10
Redação em 12/06/2026 às 09h41
Enquanto os olhares da comunidade internacional estão voltados ao espírito de celebração e competição na Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, pouco mais de 27% dos países que participam do maior torneio de futebol estão envolvidos — direta ou indiretamente — em conflitos armados.
Das 48 nações que disputam o torneio deste ano, 13 delas convivem com guerras, em maior ou menor intensidade, ou violência em seus territórios propagada por atores não estatais:
Ao mesmo tempo em que se prepara para a estreia na Copa 2026 contra o Paraguai, os Estados Unidos enfrentam uma guerra contra o Irã, que também disputa o torneio deste ano.
Iniciado em fevereiro deste ano após ataques norte-americanos contra o território do país persa, o conflito se encontra em uma frágil trégua desde abril, com ataques mútuos sendo registrados entre os dois países dias antes da abertura do Mundial.
Apesar da ação militar contra o Irã, e da invasão na Venezuela que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro, os EUA não sofreram qualquer retaliação por parte da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A entidade, liderada pelo suíço Gianni Infantino, pregou neutralidade em meio à crise.
Em outras ocasiões, contudo, a postura da Fifa foi diferente. O exemplo mais recente aconteceu em 2022, quando a federação, assim como a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), suspendeu a seleção da Rússia, e times do país, de competições internacionais.
A tensão no Oriente Médio também levantou dúvidas sobre a participação da seleção do Irã na Copa.
Donald Trump chegou a afirmar que “não seria apropriado” a seleção iraniana participar do torneio, devido ao conflito com os EUA. Sua administração também sugeriu que o Irã fosse substituído pela Itália na Copa do Mundo de 2026 — mas a Fifa não atendeu o pedido.
Em meio às incertezas, a seleção iraniana enfrentou problemas antes mesmo de a bola rolar: demora para a emissão de vistos de atletas e da comissão técnica; a transferência de seu centro de treinamento, previsto para ser no Arizona, para a cidade mexicana de Tijuana; e a permissão para entrar nos EUA, onde disputará as partidas da primeira fase, apenas 36 horas antes de cada jogo.
Além dos dois, outros quatro países que vão jogar o maior torneio de futebol do mundo estão envolvidos com a guerra entre EUA, Israel e Irã: Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Iraque.
Vizinhos do Irã, os países foram alvos de ataques iranianos, que buscaram atingir instalações norte-americanas em seus territórios.
Redação com Metrópoles